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MUSEU DO CAFÉ





FAZENDA LAGEADO, BOTUCATU




Vista principal da Fazenda Lageado, mostrando parte do Museu do Café, em 2001.

Foto gentilmente cedida pelo grande violeiro de Botucatu, Ramiro Viola.

Veja no final deste link a letra desta bela moda!



Fachada principal do Museu do Café, na Fazenda Lageado.



Apresentação



Conheço a Fazenda Lageado há mais de dez anos, pois tenho de atravessá-la para chegar à casa de minha filha, vindo de Limeira, e logicamente, sempre soube de sua importância para a Universidade Júlio de Mesquita Filho, campus de Botucatu.

Só recentemente, entretanto é que tomei ciência da existência de um museu, o Museu do Café. Acompanhado de meu amigo Ramiro Vióla, lá fomos nós ciceroneados pelo Eduardo para conhecer o acervo do museu, que é composto de imóveis, como as casas, tulhas, terreiros, sede e até estação de estrada de ferro e no interior da bela sede estão algumas lembranças deste tempo tão importante para a história de Botucatu.

Como vocês vão ver na parte final, apresentarei parte de um trabalho da Profa. Inês Gontijo Antonini, onde são relatados os fatos históricos que ocorreram nesta fazenda desde os idos de 1881. Graças ao ingentes esforços do deputado federal Braz de Assis Nogueira, em 1968 o Estado de São Paulo conseguiu trocar a referida área, que pertencia ao governo federal (Estação Experimental federal) pela Ilha Anchieta, de propriedade estadual, com o fim específico de ali se instalarem os cursos de Medicina Veterinária e Ciências Agronômicas da Unesp, na época, ainda um Instituto Isolado do ensino superior do Estado de São Paulo. Para conhecer melhor o trabalho do Dr. Braz e a íntegra do decreto federal 63792, de dezembro de 1968, que foi assinado pelo Presidente da República, General Arthur da Costa e Silva, no Rio de Janeiro, clique aqui

Não posso me furtar de fazer uma análise comparativa entre o museu do Boiadeiro, em Rubião Jr. clique aqui e o museu do Café, no Lageado. Ambos pertencem ao município de Botucatu, mas mostram diferenças notáveis. Enquanto ao primeiro sobram valiosas peças que retratam a vida do nosso peão boiadeiro e faltam espaço, catalogação e monitoração constante, ao segundo sobra espaço adequado mas sente-se a falta, inexplicável, de documentos, fotos, conservação dos imóveis e principalmente das peças utilizadas no cultivo do café, na fazenda Lageado, nestes mais de cem anos de história.

O Poder Público e as forças vivas desta cidade devem a Botucatu um esforço enorme para resgatar todo este material e fornecer ao público a visualização completa destas belíssimas histórias que os citados museus tentam mostrar.



Fachada da tulha central, um marco da Fazenda Lageado.

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Vista global da tulha. A antiga casa de administração da fazenda.
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Sala com quadros da fazenda,mapa e amostras de cereais. Detalhe do mapa das fazendas Lageado e Edgárdia.
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Amostras de cereais produzidos na fazenda. Cafeteira antiga, amostras e sacos de vários tipos de café.


Classificador de grãos de café, preparando as amostras para o torrador.

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Torrador de café, usado pelos degustadores. Sala de degustação, mostrando as chaleiras de cobre e latão, a mesa giratória e a cuspideira.
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Tipos de cafés com graus de impurezas variado.
À partir da esquerda: tipo 4 (3 kg impurezas), tipo 5 (5 kg),tipo 6 (7 kg), tipo 7 (12 kg)
e tipo 8 (24 kg). As sacas eram de 60 quilos.
Sacas de café para exportação.
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Despolpador do café em coco. Amostras de café: em coco(atrás), despolpado, moído e torrado (ao centro).
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Polvilhadoras a pó: costal à direita e as demais para trator. Bombas, pulverizador antigo e a evolução para os mais modernos.
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Maquete da colheitadeira da "Jacto". Vista lateral da mesma maquete.
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A colheitadeira em ação, percebendo-se seu enorme tamanho em comparação ao trator, ao lado. Placa em homenagem ao fundador da "Jacto", Shungi Nishimura, pelo seu trabalho em pról da cafeicultura paulista.
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Vários tipos de arados manuais, de tração animal. Plantadeira manual, de tração animal. Ao fundo, a roda metálica de uma carreta.
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Luiz Teixeira Pinto e esposa, primeiro administrador da Fazenda Lageado, de 1916 a 1922. João Baptista Arruda Mendes e esposa, Eliza Mendes de Godoy, segundo administrador da fazenda, de 1922 a 1934.
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Placa comemorativa por ocasião da inauguração da Estação Experimental, em 1936. Livro de visitas do museu, sendo assinado pelo Ramiro Vióla.
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Terreiro de café com cerca de 5000 m² de área. Detalhe do terreiro, mostrando uma meia lua saliente, onde o café era coberto por lonas, em caso de chuva.
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Vista da Estação do Lageado, pertencente à Sorocabana, e por onde era escoado o café da fazenda. Vista lateral da estação com sua plataforma, sendo que a ferrovia corria ao longo da atual estradinha.



LAGEADO: um esboço de sua história



*Inês Gontijo Antonini

Introdução



Em sua trajetória histórica, as Fazendas Lageado e Edgardia têm desempenhado papéis distintos. Num primeiro momento funcionaram como grande propriedade fundiária particular, unidades produtoras de café. Em 1934, compradas pela Federação, as Fazendas foram transformadas em Estação Experimental, voltadas para o desenvolvimento de pesquisas agrícolas, e a partir de 1972, tornam-se uma unidade de ensino de nível superior. Recuperar a história desta Fazenda significa não apenas desvendar seu passado e sua inserção na própria história econômica, política e social brasileira, mas abrir caminhos para tentar entender o momento presente e definir os objetivos e as alternativas para o melhor desempenho de seu papel. Este documento é uma introdução à história do Lageado, um levantar de dados, fatos e acontecimentos que possa ser utilizado como ponto de partida para uma análise mais sistemática, propiciando debate mais aberto entre todos os que têm participado e feito a sua participação.

Uma Fazenda de Café


A formação, instalação e desenvolvimento das antigas Fazendas do Lageado e Edgardia como unidades produtoras de café, inserem-se num processo histórico mais amplo - a grande expansão da economia cafeeira ocorrida no "Oeste Paulista", no século passado.

O "ciclo do café" remonta às décadas de 1830/1840, desenvolvendo-se inicialmente no Vale do Paraíba. Em continuidade aos padrões da economia colonial, fundada na grande propriedade e na exploração da mão-de-obra escrava, a produção cafeeira atendia o mercado metropolitano, importador de produtos tropicais.

Entretanto, na segunda metade do século XIX, ocorreram transformações cruciais nas relações de produção e nas formas de apropriação da terra, que marcaram a própria evolução do capitalismo no Brasil e definiram toda uma estrutura de poder que caracterizará as primeiras décadas do século XX.

Neste sentido, a abolição do tráfico de escravos em 1850, e a conseqüente crise no abastecimento de mão-de-obra para a lavoura cafeeira, abriu perspectiva para o colapso do sistema escravocrata. A tentativa de atender à demanda de mão-de-obra pela introdução do trabalho livre estrangeiro, vinculou-se ao problema de redefinição da propriedade da terra. Não foi mera coincidência a promulgação, também em 1850, da lei de Terras, instituindo a compra como único título legal de aquisição de terras.

Assim, no momento em que se deu a introdução do trabalhador livre como substituto do escravo, estabeleceu-se nova forma de acesso à terra, que por sua vez garantiu as condições de submissão e exploração da força de trabalho. num regime de terras livres, o trabalho tinha que ser cativo, num regime de trabalho livre, a terra tinha que ser cativa". (MARTINS, José de Souza. O cativeiro da terra. São Paulo: Livraria Ed. Ciências Humanas, 1979:32).

A partir da legislação de 1850, uma série de medidas deram suporte jurídico e financeiro para a grande expansão da economia cafeeira: o imóvel, e não mais o escravo, passou a ser a base das hipotecas; liberação de créditos hipotecários aos municípios do interior paulista; subvenção do governo à imigração estrangeira.

Nestas condições, ocorreu a expansão de novas fazendas de café no "Oeste Paulista", a partir de 1870, numa busca ávida por terras virgens e férteis. Esta expansão foi acompanhada por importantes transformações ao nível das forças produtivas, através do desenvolvimento do transporte ferroviário e da mecanização do beneficiamento do café.

O café chegou a Botucatu exatamente na década de 1870, e junto com ele, a Estrada de Ferro Sorocabana. (1889).

Em 1881, o doutor João Batista da Rocha Conceição, proveniente de Piracicaba, comprou do finado Alferes José Franco da Silveira, a Fazenda Lageado, pelo preço de 100 contos de réis.

Em escritura pública lavrada a 10 de novembro de 1881 a propriedade, medindo "cerca de três quartos de légoa de cumprimento e meia légoa de mais ou menos de largo" é descrita como sendo uma "fazenda de cultura" contendo: "cafezais de cinco a dez annos, um cafezal novo de pouco mais de dous annos ,e outro cafezal de Chacrinha quasi todo formado". Além disso, já existiam: " caza de morada, parte forrada e assoalhada que conta com cem palmos de frente com oitenta de fundos; coberta de telhas (...) e rebocada de cal...; caza de despejo; caza de deposito de café, cazas de máquinas, moinho , estrebarias, monjolo, doze quartos que servem de aposentos dos escravos".

São escassos os dados sobre a Fazenda durante a vigência da escravidão. E com a chegada do colono imigrante, parece terem sido poucos os negros que nela permaneceram. Nos depoimentos colhidos, houve referência apenas a um casal de ex-escravos que viviam na colônia "Três Casas".

Foi a partir de compras subsequentes de terras vizinhas (Salto, em 1884; Fazenda Terreiro da Pedra , em 1895 e partes da Fazenda Terceira Água, em 1896 ) que se configuraram as Fazendas Ligeado e Edgardia. Para cuidar dos grandes cafezais foi utilizado basicamente, o colono imigrante : italianos, espanhóis, portugueses, alemães e alguns japoneses. A medida em que se organizava a Fazenda, colônias foram constituídas: "Fazendinha" , "Três Casas", "Colônia Grande", "Chacrinha", "Seis Casas", "Olaria" e "Chafariz" no lageado, além de outros grupos de casas na Edgardia.

Em depoimento colhido, doutor João Batista da Rocha Conceição teria sido proprietário de outras fazendas em São Carlos, Vera Cruz e Ventania. Mas, "Lageado e Edgardia formavam a maior e melhor delas".

Em 1922, Edgard da Conceição e Jane da Conceição Pacheco e Chaves, filhos do doutor João Batista, receberam as Fazendas Lageado e Edgardia como partilha de espólio, avaliadas em 350 contos de réis.

Recuperando a descrição feita na transcrição do imóvel pode-se captar o grau de desenvolvimento e valorização destas fazendas.

Fazenda Edgardia, com aproximadamente 480 alqueires assim discriminados:
100 alqueires em "cafezaes",
80 alqueires em "cafezaes " abandonados e capoeiras,
100 alqueires em invernadas e pastos,
200 alqueires em "mattas",
193.000 pés de café,
quatro "mangueirões" para porcos,
casa de morada; 29 casas de tábuas para colonos,
uma mangueira de pau-a-pique para gado,
um rancho para gado,
duas invernadas fechadas (arame farpado).

Fazenda Lageado, com aproximadamente 450 alqueires sendo:
250 alqueires em "cafezaes",
35 alqueires em pastos,
80 alqueires em cultivados,
85 alqueires em "mattas",
Casa de morada,
duas casas para "fiscaes",
32 grupos de casas ("tijollos" e telhas ),
13 grupos de casas (tábuas e zinco),
dois grupos de casas (tábuas e telhas),
e dez casas para camaradas.

Além disso: "Machinismos" para benefício do café; tulhas para 28 mil arrobas de café; turbina para mover a tulha de café; casa anexa à "machina " para depósito de café beneficiado; terreiros para 20 mil alqueires de café (parte ladrilhado e parte só pisado), ligado às tulhas por um pontilhão e com trilhos para recolhimento do café; tulha no terreiro para quatro mil arrobas de café; coberta ocupada por um desfolhador duplo e um vapor de oito 'cavallos"tendo em volta tanques para depósito do café; casa de "tijollos" para bomba d'água; moinho de fubá ; triturador e "machina "de picar cana, tudo movido por uma roda d'água; oficina e depósito de ferro usado; um paiol de táboas para 80 carros de milho, cachoeira, estábulo, um armazém na Chave da Estrada de Ferro Sorocabana.

Na década de 1920, a Fazenda atingiu seu apogeu. Os cafezais se expandiram atingindo um total de um milhão de pés e a produção alcançou altos níveis. Alguns depoimentos de contemporâneos descrevem este auge:
- "Se a gente contar o que foi o Lageado ninguém nem acredita...".
- "De 1925 a 28 foram os anos da vaca gorda".
- "Tudo era café".
- "O cafezal era uma floresta".
- "A gente colhia até 120 litros de café por pé, e era tanto que ficava na roça".
- "Nos tempos de colheita usava 18 carroças, dois carros de boi e dois caminhões,e ainda precisava alugar mais caminhão".

Uma Fazenda Experimental


A venda das Fazendas Lageado e Edgardia para o Departamento Nacional do Café, em 1934 parece estar relacionada com a "crise de 1929" e a própria orientação política assumida pelo Estado, para enfrentar os reflexos dessa crise no Brasil.

Desde a República , o Estado passara a intervir cada vez mais nos destinos da produção cafeeira, adotando medidas protecionistas em defesa do produtor. Quando, no início da década de 1930, ocorreu uma queda vertiginosa dos preços internacionais de produtos primários, o Estado reafirmou a política de defesa dos cafeicultores e transferiu para o conjunto da sociedade o peso das vicissitudes da economia cafeeira.

"...a estrutura social e política baseada na grande propriedade agrária age como anteparo desta. A influência dos grandes proprietários nos governos da União e dos Estados faz com que o Estado se empenhe em amparar economicamente a agricultura (...)" (SINGER, P. Agricultura e desenvolvimento econômico. ln: Szmrecsányi, T. e O. Queda (orgs.). Vida Rural e Mudança Social. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1973:177).

Dentro desta perspectiva, é sugestivo, o encaminhamento da problemática com relação à Fazenda do Lageado.

Nesse momento de crise, o Departamento Nacional do Café, órgão oficial responsável pelos aspectos político e financeiro da cafeicultura, adquiriu e pôs à disposição do Ministério da Agricultura, um imóvel resultante da unificação das duas fazendas, Lageado e Edgardia, de 884 alqueires e 290.000 pés de café, no valor de 800 contos de réis.

Transformadas em Estação Experimental do Café , a fazenda passou a ser controlada pelo Serviço Técnico do Café, órgão do Ministério da Agricultura. O objetivo exclusivo da Estação seria: levar a efeito estudos completos sobre a cultura cafeeira.

Os primeiros anos de instalação e funcionamento da Estação Experimental foram marcadas por inúmeras dificuldades.

Relatórios elaborados pela direção denunciam a decadência e quase abandono das lavouras; o estado ruinoso e inaproveitável das instalações e benfeitorias; a dificuldade de conseguir mão-de-obra; o estado precário das estradas, caminhos e carreadores e a necessidade de instalações adequadas para pesquisa e experimentos.

Além das dificuldades materiais, surgiram problemas de ordem administrativa e financeira; constante troca de diretores, falta de financiamento e/ou má distribuição das verbas, etc.

Ainda assim, os Relatórios dão conta de inúmeros empreendimentos levados a efeito entre 1936 a 1939: tentativa de recuperação dos velhos cafezais; reedificação das colônias; política de "recolonização"; instalação de pequena usina hidroelétrica; instalação do posto meteorológico; início da instalação do horto para obtenção de essências florestais para plantio e distribuição e mudas; construção e inauguração do prédio da Diretoria e do Alojamento, além de residências para funcionários. Instalação do museu para prestar serviço de classificação do café e exposição permanente de amostras; instalação de galpão para exposição de máquinas de interesse para a lavoura. Além disso, data de 1939, a criação da Cooperativa de Consumo dos Empregados e do Clube Atlético Lageado.

Em 1939, ocorreu uma mudança na orientação e estrutura ministerial e todas as Estações Experimentais ficaram subordinadas ao Instituto de Ecologia e Experimentação Agrícolas (depois, integrado ao Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuário, IPEAS).

Dentro da nova orientação, a Estação Experimental de Botucatu, de especializada que era, passou a diversificar suas culturas. Em convênio com o Instituto Agronômico de Campinas foram executados inúmeros trabalhos e pesquisas agrícolas. Ao lado do café, passaram a ser cultivados em caráter experimental; trigo, mandioca, amendoim, milho, cevada, vime, rami, sisal, etc.

Com relação à cafeicultura, apesar da diminuição sistemática dos cafezais (de 290.000 para 90.000 pés), foram desenvolvidos números trabalhos de pesquisas e ensaios de sombreamento, broca, restauração de velhos cafezais, espaçamento, enxertia, auto-fecundação, irrigação, coleção de espécies e variedades, etc. Os resultados destas atividades se encontram nos relatórios anuais da Estação, acompanhados de gráficos e rica documentação fotográfica.

Tanto os Relatórios como depoimentos colhidos, testemunham as décadas de 1940 e 1950 como fase de estabilidade, marcadas pela continuidade administrativa e dos programas desenvolvidos.

Apesar das freqüentes queixas de falta de recursos (a renda de produção não revertia para a Estação, novas máquinas e equipamentos foram introduzidos no trabalho a nível laboratorial e no campo.

A partir dos anos 60, as dificuldades aumentaram. Relatórios e depoimentos dão conta da situação de crise e decadência da Estação. Em 1966, o Boletim do Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuárias do Centro Sul, elaborado pela própria Estação Experimental de Botucatu, chama atenção para o Ministério da Agricultura assumir novamente uma posição em beneficio da cafeicultura reivindicando o retorno da cultura "para as ditas zonas ecológicas do café..." (IPEACS Em Notícias, 1966:6).

Uma Unidade de Ensino Superior


O encaminhamento da questão se deu no sentido de transformar a Estação Experimental em unidade de ensino superior, sobretudo a partir da instalação da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (FCMBB).

O Decreto de 12 de dezembro de 1968, autorizou a União ceder ao governo do Estado de São Paulo a área, benfeitorias e instalações da Estação para utilização e instalação de uma unidade de ensino superior. A FCMBB e os órgãos de pesquisa do Ministério da Agricultura elaboraram convênio de pesquisas integradas visando dar prosseguimento aos trabalhos aí em andamento.

Entretanto, o comprador da propriedade fora o extinto Departamento Nacional do Café (DNC), e o legítimo possuidor da fazenda era o Instituto Brasileiro do Café (IBC), sucessor legal do DNC. Pela lei de 5 de dezembro de 1972, o IBC cedeu as Fazendas Lageado e Edgardia, a título gratuito, ao Estado, para instalação em caráter definitivo dos cursos de Medicina Veterinária e Ciências Agronômicas. Em caso de destino diverso do especificado na lei o imóvel será devolvido ao Instituto Brasileiro do Café.

A partir do momento em que se instala oficialmente, nesta Fazenda Lageado, a faculdade de Ciências Agronômicas (UNESP), todo um corpo de professores, alunos e funcionários passam a constituir um novo universo. Neste sentido, é imprescindível não só recuperar e preservar a história desta fazenda e todo o seu patrimônio, como se repensar e propor alternativas para sua nova história.

*Docente do Departamento de Economia e Sociologia Rural. A profa. Izabel de Carvalho colaborou na orientação deste texto.


Vista aérea de parte da Fazenda Lageado, mostrando ao centro o prédio da tulha,
os terreiros de café e todas as demais instalações da fazenda.


    

FAZENDA LAGEADO


MODA DE VIOLA – SI + AUTORES: 07/03/2001 RAMIRO VIÓLA / TICO ANDRADE. PRA CONTAR MAIS ESSA HISTÓRIA COM A VIOLA ABRAÇADO VOU FALAR DE UMA FAZENDA LUGAR LINDO E ENCANTADO FICA EM BOTUCATU PERTINHO QUASE PEGADO POR SER CHEIO DE BELEZA É BASTANTE VISITADO É LUGAR DE MUITAS LENDAS – ESSA ANTIGA FAZENDA CONHECIDA POR LAGEADO. PRÊTO VELHO ALI NASCEU E ALI MESMO FOI CRIADO FOI CARREIRO DAS FAZENDAS EDGÁRDIA E LAGEADO PUXANDO CAFÉ DA ROÇA COM SEIS BOIS MUITO ENSINADOS O BARROSO E O CHIBANTE NO TRONCO EMPARELHADO LAMPARINA E CORAÇÃO – BOI MAIADO E BOI TIÇÃO LOGO NA FRENTE ATRELADOS. JÁ SE FORAM MUITOS ANOS MAIS SERÁ SEMPRE LEMBRADO A ESTAÇÃOZINHA EXISTENTE PRO CAFÉ SER EMBARCADO O TRENZINHO A VAPOR RUMO AO PORTO IA LOTADO LEVANDO CAFÉ CATURRA E O AMARELO AFAMADO O SUMATRA E MUNDO NOVO – TROUXERAM AO NOSSO POVO RESPEITO E MUITOS TROCADOS. OS CONTOS DESSA FAZENDA NÃO ME SAI MAIS DA MEMÓRIA DESDE OS TEMPOS CAFEEIROS SÓ NOS TROUXE FAMA E GLÓRIA HOJE LA É UMA GRANDE ESCOLA EM SUA NOVA TRAGETÓRIA PESQUISANDO AGRICULTURA JÁ NOS DEU MUITAS VITÓRIAS FORMANDO MUITOS DOUTORES – CIENTISTAS E PESQUISADORES LAGEADO JÁ ESTA NA HISTÓRIA. POVO BOTUCATUENSE É GRATO A UM GRANDE IRMÃO POR ESSA GRANDE CONQUISTA QUE MEXEU COM A NAÇÃO TROCANDO A ILHA ANCHIETA UMA ANTIGA PRISÃO PELA FAZENDA LAGEADO SEM VOLTAR NENHUM TOSTÃO HONRANDO NOSSA BANDEIRA – DEPUTADO BRAZ NOGUEIRA É O AUTOR DESSA QUESTÃO. HOJE A FAZENDA LAGEADO COM A EDGÁRDIA SE UNIU É UM CENTRO DE PESQUISAS RESPEITADO NO BRASIL TERRA FÉRTIL DE CULTURA TRADIÇÕES E ENCANTOS MIL PROFESSORES E ESTUDANTES TODOS NO MESMO PERFIL CUIDARÃO PRA ETERNIDADE – DESSA NOSSA FACULDADE PATRIMÔNIO ESTUDANTIL.


Autor do trabalho: Paulo Roberto Moura Castro Contato: pcastro@ntelecom.com.br http://www.tonicoetinoco.com.br